quarta-feira, 6 de julho de 2016

Psicoterapia em pacientes idosos!

A psicoterapia no idoso vem sendo um tema gerador de controvérsias ao longo dos anos. Freud desaconselhava essa prática em pacientes perto ou acima dos 50 anos e em meados de 1972 publicou que: "A elasticidade dos processos mentais dos quais depende o tratamento via de regra se acha ausente, as pessoas idosas já não são mais educáveis...".

Porém, um fato interessante é que Freud compartilhou essa ideia quando estava com quase 50 anos e em fase plena de sua atividade mental. Após 15 anos foi concluído por Abraham que a idade da neurose é muito mais importante do que a idade do paciente em termos de prognóstico. 

As psicoterapia  existentes, inclusive a de orientação analítica, são todas eficazes para tratar o idoso em sofrimento psíquico; entretanto, é imprescindível que a avaliação e indicação seja cuidadosa. 

Atualmente o idoso tem ganhado espaço e, conseqüemtemente, a psiquiatria Geriatrica ou psicogeriatria, visibilidade social. Cada vez mais o idoso é considerado um indivíduo preservado em sua identidade; portanto, passível de qualquer abordagem psicoterápica. 

Os pacientes idosos procuram cada vez mais a abordagem psicoterápica quando necessitam de tratamento psiquiátrico. Além disso, percebo que são tratados de forma diferente dos pacientes jovens, mesmo quando sofrem do mesmo transtorno psíquico. Uma das explicações para essa minha observação é o fato de o diagnóstico e o tratamento em idosos serem mais complexos na medida em que, em geral, esses pacientes têm diversas comorbidades clínicas, o que torna difícil diagnosticar e tratar transtornos mentais e orgânicos de forma concomitante. 

Também é perceptível que estudos que abordam psicoterapia no idoso são ainda escassos se comparados aos artigos com abordagem farmacológica, o que também acaba desmotivando os profissionais de saúde mental a tratar de pacientes idosos. 

Nem todo idoso é incapaz de modificar atitudes e comportamentos e que através de uma avaliação minuciosa acerca dos recursos internos e externos do paciente, da real capacidade cognitiva, se é saudável ou se possui alguma patologia, é possível selecionar a abordagem psicoterápica mais adequada e eficaz para cada paciente. 

Os dados de prevalência para transtornos mentais em idosos variam bastante, mas em geral 25% tem sintomas psiquiátricos significativos e o diagnóstico mais estudado é depressão. 

Em relação às técnicas psicoterápicas a que demonstra maior eficácia clinica é a terapia cognitiva comportamental (TCC).

Então, no âmbito da saúde mental, é perceptível que ha maior procura de idosos por tratamentos psiquiátricos e isso engloba qualquer modalidade dentro da especialidade psiquiatrica, inclusive psicoterapia nas suas diversas modalidades.

A marginalização e a visão estereotipada do idoso são hoje em dia ultrapassadas e inadequadas, fazendo do idoso um cidadão apto e capaz em todos os sentidos. 

Diante de um sofrimento psíquico persistente que esteja afetando a sua funcionalidade social, pessoal, emocional ou profissional procure um médico psiquiatra para realizar uma avaliação. 
Existem diversas possibilidades de abordagem para que se consiga melhorar a qualidade de vida ou até mesmo resgata-la. 

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