quarta-feira, 6 de julho de 2016

Esquizofrenia de início precoce!

A esquizofrenia é um transtorno mental que causa sofrimento psíquico grave, caracterizada principalmente pela alteração no contato com a realidade. Para que se faça o diagnóstico são necessários 2 ou mais sintomas como alucinações visuais, sinestésicas ou auditivas, delírios, fala desorganizada, catatônismo e/ou sintomas depressivos. Essa doença pode atingir qualquer idade, raça, classe social e País. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) acomete cerca de 1% da população. 

Em geral inicia no final da adolescência e início da idade adulta. Raramente se apresenta em crianças com 5 ou 10 anos e quando acontece é mais comum em crianças do sexo masculino. 

Estressores psicossociais influenciam o curso da doença e é de menor frequência que o transtorno autista.

Na esquizofrenia de início precoce, ou seja, com 5 ou 10 anos, os sintomas iniciam geralmente de forma insidiosa, apesar de que existem relatos de início subido em crianças com bom desempenho escolar anteriormente. 

O transtorno de personalidade esquizotípico é um diagnósticos diferencial, mas não tem manifestações psicóticas como na esquizofrenia, como por exemplo, alucinações, delírios e incoerência. No transtorno de personalidade esquizotípico ocorre, como na esquizofrenia, afetividade inapropriada, pensamentos mágicos excessivos, crenças bizarras, isolamento social e ideias de referência e ilusões o que as torna muito semelhantes em alguns casos. 

Não existem evidências comprovadas em relação à sua causa. Não há até o momento qualquer marcadores biológicos evidentes. Os estudos genéticos têm; portanto, evidência substancial. 

Quando o início da esquizofrenia de início precoce é insidioso, ocorre após afeto inapropriado e comportamento incomum e a criança pode levar meses ou anos para satisfazer critérios diagnósticos. Pode apresentar deterioração no desempenho junto com sintomas psicóticos. Portanto o diagnóstico demora para ser estabelecido. Torna-se por isso necessário que haja um acompanhamento psiquiátrico/psicológico por tempo indeterminado tratando-se a sintomatologia com medicações se necessário e orientando tto multidisciplinar. 

Geralmente o tratamento medicamentoso ocorre com antipsicóticos, mas é necessária uma programação educacional individualizada e intervenções para habilidades sociais de forma concomitante. O tratamento deve ser multidisciplinar como já mencionado para que haja um melhor prognóstico. 

Psicoterapia intensiva e de apoio ao longo prazo combinada a farmacoterapia é a abordagem ideal. 

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