segunda-feira, 16 de maio de 2016

Ansiedade

Os transtornos de ansiedade é um dos grupos mais comuns de doenças psiquiátricas. Esses transtornos acometem mais as mulheres do que os homens e existem três teorias psicológicas para explicar a sua causa. A teoria psicanalítica, a comportamental e a existencial. Entres os transtornos de ansiedade estão: transtorno de pânico e agarofobia, fobia específica e social, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno de estresse pós traumático, transtorno de estresse agudo e transtorno de ansiedade generalizada.

- Transtorno de pânico com ou sem agarofobia: é quando há ocorrência espontânea e inesperada da ataques de pânico que nada mais são do que períodos distintos de medo intenso que podem variar em freqüência e intensidade, ou seja, os ataques de pânico tem sintomatologias diferentes em cada pessoa. Os ataques de pânico podem ou não estar acompanhados de agarofobia que é o medo de ficar só em locais públicos. É bastante comum que o transtorno de pânico seja acompanhado de outras comorbidades psíquicas como transtornos depressivos, fobia social ou específica, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de estresse pós traumático, transtorno obsessivo-compulsivo, hipocondria, transtornos de personalidade e transtornos relacionados a substâncias. Um ataque de pânico sozinho não é codificável. É necessário que haja um período distinto de intenso temor ou desconforto, no qual quatro dos seguintes sintomas se desenvolveram abruptamente, alcançando um pico em dez minutos: palpitação ou taquicardia, sudorese, tremores, sensação de falta de ar ou sufocamento ou asfixia, dor ou desconforto torácico, náusea ou desconforto abdominal, sensação de tontura, sensação de irrealidade ou de estar distanciado de si mesmo, medo de perder o controle ou enlouquecer, medo de morrer, anestesia ou sensação de formigamento, calafrios ou ondas de calor. O tratamento mais eficiente é a combinação da farmacoterapia com a terapia cognitivo comportamental (TCC). As medicações mais utilizadas são os antidepressivos e os benzodiazepínicos, sendo que os últimos devem ser prescritos com cautela em menor dosagem possível e de forma breve, apenas para os sintomas mais agudos, pois há risco de dependência química e déficit de memória com seu uso indiscriminado e a longo prazo. Os antidepressivos mais estudados para esse fim são a Paroxetina, Sertralina ou Fluvoxamina.

-Fobias específicas e social: fobia é o termo utilizado para o medo excessivo de objeto, circunstância ou situação específica. A fobia específica é o medo intenso e persistente de um objeto ou de uma situação, enquanto a fobia social é o medo intenso e persistente de situações em que possa ocorrer embaraço. A fobia social também é conhecida como transtorno de ansiedade social. Pessoas com tal transtorno tem medo de humilhação ou embaraço nas situações sociais como falar em público, urinar em banheiros públicos e falar com alguém que intencione namorar. Existe também a fobia social crônica que é extremamente incapacitante, caracterizada pela evitação fóbica da maioria das situações sociais. O tratamento mais estudado e eficiente para fobias é o tratamento comportamental. Existem várias técnicas de tratamento comportamental, dente as quais a mais comum é a dessensibilização sistemática.

-Transtorno obsessivo-compulsivo:  são obsessões ou compulsões recorrentes, suficientemente graves para causar sofrimento notável. Isso consome tempo e interfere de forma significativa na rotina normal da pessoa, no desempenho no trabalho, nas atividades sociais e nos relacionamentos afetivos. Obsessão é um pensamento, sentimento, idéia ou sensação recorrente, persistente e intrusiva. A compulsão é um comportamento consciente, padronizado, recorrente, como contar, verificar ou evitar. A pessoa com tal transtorno percebe a anormalidade; porém, não consegue controlar-se. O ato compulsivo é uma tentativa do indivíduo de diminuir a ansiedade causada pela obsessão, mas muitas vezes aumenta a ansiedade. Para o TOC estudos bem controlados verificaram que a farmacoterapia, a terapia comportamental e a combinação de ambas é eficaz para reduzir os sintomas de forma significativa. A decisão sobre qual o tratamento utilizar se baseia no julgamento e na experiência do clinico e na aceitação do paciente para as várias modalidades. Em relação à farmacoterapia, a intervenção padrão é iniciar o tratamento com antidepressivos chamados inibidores da recatavas de
serotonina como fluoxetina, citalopram, escitalopram, Fluvoxamina, Paroxetina e Sertralina ou com clomipramina

- Transtorno de estresse pós traumático  e transtorno de estresse agudo: o trsbatorno de estresse pós   traumático (TEPT) é uma condição que se desenvolve quando um indivíduo vivência, presencia ou tem notícia de um estressor traumático extremo. O indivíduo reage com medo e impotência, revive de firma persistente o acontecimento e tenta evitar lembrar-se dele. Para o diagnóstico os sintomas devem durar por mais de um mês após o acontecimento e afetar de modo significativo áreas importantes da vida como familiar e profissional. O transtorno de estresse agudo ocorre mais precocemente do que o TEPT, dentro de quatro semanas do acontecimento,  e tem remissão dentro de dois dias a quatro semanas. As principais abordagens são apoio, encorajamento para discutir o acontecido e intrusão sobre uma série de macanismos para lidar com ele, por exemplo, relaxamento. Sedativos e hipnóticos podem ser úteis, mas sempre lembrando que precisam ser prescritos de forma moderada e breve.

-Transtorno de ansiedade generalizada: ansiedade e preocupações excessivas sobre vários acontecimentos ou atividades, na maior parte dos dias, durante o último período de seis meses. A
preocupação é difícil de ser controlada e se associa a sintomas somáticos como tensão muscular, irritabilidade, dificuldade de dormir e inquietação. Esse diagnóstico não é feito quando ocorre somente durante um transtorno de humor ou outro psiquiátrico ou de causa orgânica. O tratamento mais eficaz é a combinação de farmacoterapia e abordagens de apoio. As abordagens terapêuticas variam de cognitivo comportamental, de apoio e a orientado ao insight. Em relação a farmacoterapia as três principais  opções são a buspirona, benzodiazepinicos quando muito necessários, e antidepressivos inibidores da recaptacao de serotonina. Triciclicos, anti-histamínico e antagonistas beta adrenergicos, como o propanolol, também podem ser considerados.

a ansiedade nas suas diversas formas de apresentação soa extremamente comum. O mais importante é conseguir identificar alguns sintomas que estejam causando prejuízo no funcionamento global e preocupar ajuda especializada. Os tratamento duram de 8 a 12 meses, dependendo do caso. Não tenha vergonha de procurar um médico psiquiatra ou psicólogo para uma melhora avaliação e escolha de intervenção.

Dados tirados de experiência pessoal clinica e do Manual Conciso de Psiquiatria.

Nenhum comentário:

Postar um comentário