terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Transtorno misto ansioso e depressivo!

 Acredito que a maioria das pessoas conheçam as doenças depressão e ansiedade como sendo dissociadas e distintas. Na verdade os são; porém, podem coexistir. Existe, portanto, na psiquiatria, o chamado TRANSTORNO MISTO DE ANSIEDADE E DEPRESSÃO. Ocorre nesse caso a combinação de sintomas e isso é muito mais prevalente do que imaginamos. No manual conciso de psiquiatria os autores dizem que é comum a coexistência de transtorno depressivo maior e transtorno de pânico, que é um dos transtornos de ansiedade. Relata que até 2/3 dos pacientes com sintomas depressivos apresentam sintomas proeminentes de ansiedade, e um terço pode satisfazer os critérios diagnósticos para transtorno do pânico. Exatamente o que percebo na minha prática clínica. Em relação ao tratamento existem diversas modalidades. Existem as abordagens psicoterapêuticas, como TCC (terapia cognitivo comportamental) e psicoterapia orientado ao insight, por exemplo. Existe a abordagem farmacológica, podendo incluir ansiolíticos, antidepressivos ou ambos. A decisão do tratamento com ansiolíticos precisa ser muito cautelosa devido ao risco de o paciente criar dependência química pelo mesmo e prejuízo permanente, principalmente na memória recente, com o uso a longo prazo desse tipo de substância. Os mais conhecidos são: Diazepam, Clonazepam (famoso Rivotril), Bromazepam e Alprazolam. Geralmente, quando realmente muito necessário, e isso deve ser avaliado em cada  paciente porque cada caso tem a sua especificidade e por isso não há uma regra geral ou um protocolo a ser seguido, prescrevo ansiolíticos apenas no início do tratamento até que o antidepressivo inicie o seu efeito terapêutico e em seguida vou suspendendo o ansiolítico gradualmente. Em relação à quais antidepressivos utilizar prefiro os serotoninérgicos a despeito das teorias noradrenérgicas presentes. Na minha opinião 
são mais eficazes e incluem a Fluoxetina, Paroxetina, Sertralina, Citalopram, Fluvoxamina ou Venlafaxina, geralmente. Na minha prática clínica procuro multidisciplinaridade o tratamento com terapia concomitante a terapia medicamentoso. Um forte abraço e espero ter ajudado de alguma forma. 

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